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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Boas Férias!

 


"Conheci vários professores neste ano letivo. Professores de matemática, de português, responsáveis por bibliotecas, escolares, gente muito dedicada. Escrevo bastante sobre ser professor, a mais bela de todas as profissões, talvez hoje a mais difícil, pela indiferença social, pela indiferença de uma parte importante dos alunos viciados no mundo virtual e na indústria das certezas, como seduzir os miúdos para a importância da dúvida, para a procura da verdade e para a curiosidade quando o mundo lhes pede o contrário.

Mas é por isso que mais do que nunca ser professor é a mais nobre de todas as profissões, a mais utópica também. Inventar um mundo que agora não existe, mas que precisamos que exista. O contrário de distopia, a utopia de Thomas More.

A esperança de que um professor possa oferecer uma hipótese de mais caminho, de mais liberdade de pensamento, de um modo de pensar alternativo ao adormecimento, à desistência. A esperança de que o professor possa ensinar o que está para lá dos números, o que está para lá dos livros, o que está para lá das matérias. A esperança de que o professor deseje o impossível, ser o que provoca o pensamento, o que se preocupa, o que empresta um livro, o que propõe uma série, o que estimula.

A esperança de que o professor não se deixe ir abaixo com as derrotas e fracassos, porque cada vitória, cada vida que se interpela, pode significar o futuro da humanidade e do nosso país. Ser professor é a primeira de todas as profissões, a que dá origem a todas as outras, a que pode moldar tudo, até a forma de amarmos. Sem dúvida, a maneira como nos comprometemos com o mundo, boas férias a cada carregador de utopias, a cada professor ou professora, vamos caminhar, voltar à pista, o país precisa, precisamos todos."


Luís Osório, jornalista e escritor


Até setembro!

terça-feira, 30 de junho de 2026

Projeto Ler Fora da Escola: Preste atenção aos pequenos hábitos de leitura

 

Cartaz Ler Fora da Escola


No 1.º e no 2.º ano, a criança está a consolidar uma aprendizagem fundamental: ler com mais autonomia, ganhar fluência, compreender melhor os textos e sentir que é capaz. 🌞

Nas férias, esta aprendizagem não precisa de parar. Pelo contrário: pode continuar a crescer em pequenos momentos do dia a dia, sem pressão e com o apoio da família.    

Ler um pouco todos os dias, ainda que durante poucos minutos, ajuda a criança a manter o contacto com a leitura e a não perder o que já aprendeu. Pode ser uma página de um livro, uma história curta, uma receita, uma lista, uma placa, um mapa, uma legenda ou as instruções de um jogo. O importante é que a criança tenha oportunidades para ler pela sua própria voz e sentir sucesso. 

Também fazem diferença os gestos simples dos adultos: escutar a criança enquanto lê, ajudar quando há uma palavra difícil, conversar sobre o que foi lido, deixar escolher livros, valorizar os progressos e manter livros ao alcance. 💬   

Quando a leitura se integra nas rotinas familiares, deixa de ser apenas uma tarefa escolar e passa a fazer parte da vida. E é nesse contacto regular, positivo e acompanhado que a criança ganha confiança para continuar a ler. 

Neste verão, a pergunta fica para as famílias: 

Que pequenos hábitos familiares ajudam o seu filho a continuar a ler durante as férias e a não 

perder o que já aprendeu?        

Porque ler mais ajuda a ler melhor e a gostar mais de livros. 🌿